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Verba federal pode ter abastecido sites bolsonaristas, aponta investigação da Polícia Federal

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Verba federal pode ter abastecido sites bolsonaristas, aponta investigação da Polícia Federal

Verba federal pode ter abastecido sites bolsonaristas, aponta investigação da Polícia Federal Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, retirou nesta quarta-feira o sigilo de novos documentos do inquérito da PF que apura os responsáveis por atos antidemocráticos. Por Jornal Nacional — Brasília

09/06/2021 20h40 Atualizado 09/06/2021

Ministro do STF Alexandre de Moraes retira sigilo de novos documentos do inquérito sobre atos antidemocráticos

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes retirou nesta quarta-feira (9) o sigilo de novos documentos do inquérito sobre atos antidemocráticos .

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A investigação indica que verbas do governo federal podem ter abastecido sites bolsonaristas responsáveis por desinformação, propagação de discurso de ódio e mensagens contra a estabilidade democrática.

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A Polícia Federal afirma que é preciso aprofundar as investigações sobre o direcionamento de recursos da Secretaria de Comunicação Social do governo federal para financiar essas páginas.

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O avanço das investigações, segundo a PF, permitiria avaliar se há conexão de autoridades com a atuação desses sites para atuar contra a democracia.

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Os investigadores querem apurar se o governo criou filtros ou bloqueios que evitassem que a propaganda do governo fosse veiculada e monetizasse canais que difundem ideias contrárias ao estado democrático de direito, permitindo com tal prática que ocorresse o repasse de recursos públicos

A Polícia Federal queria saber se o repasse se deu por culpa ou por dolo, com a ação ou omissão deliberada de permitir a divulgação da publicidade do governo e a consequente monetização ao conteúdo propagado

A PF chegou a apontar a suspeita de vínculo entre o blogueiro Allan dos Santos, um dos alvos do inquérito, e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fábio Weingarten, com os fatos investigados sobre direcionamento de recursos públicos e a monetização — o pagamento das páginas bolsonaristas para a divulgação de ideias antidemocráticas

A investigação foi aberta em abril do ano passado depois de ataques ao Supremo, ao Congresso e a favor da reedição do AI-5, o ato mais duro da ditadura militar. Em um dos protestos, o presidente Bolsonaro chegou a discursar em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília. Mas ele não foi investigado

Cinco meses depois de ter recebido o material, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento do inquérito para os investigados com foro privilegiado, sem que tivessem sido realizadas diligências pela procuradoria

A PGR afirmou à TV Globo que recebeu o inquérito em fevereiro. Mas um documento mostra que o relatório parcial foi recebido pela procuradoria no mês anterior, dia 5 de janeiro

Investigadores ouvidos pela TV Globo classificaram o pedido de arquivamento como prematuro porque ainda existem fatos a serem apurados, que podem atingir autoridades com foro

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo, já determinou que a PGR preste esclarecimentos

Ele não estipulou prazo, mas disse à TV Globo que espera a resposta no máximo até o início da semana que vem

Fábio Wajngarten afirmou que não houve verba direcionada para nenhum site ou blog. A TV Globo não conseguiu contato com Allan dos Santos