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Influencer Plus | Entenda como funcionava quadrilha liderada por acusada de tráfico de drogas que sofreu atentado a tiros, em Curitiba

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Entenda como funcionava quadrilha liderada por acusada de tráfico de drogas que sofreu atentado a tiros, em Curitiba Camila Marodim cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Marido dela foi morto na festa de aniversário de um dos filhos, no ano passado. Conforme MP, casal usava 'laranjas' para mascarar patrimônio milionário. Por g1 PR — Curitiba

04/02/2022 20h39 Atualizado 05/02/2022

Câmera registra atentado a tiros contra acusada de tráfico de drogas

A organização criminosa liderada por Camila de Andrade Pires Marodim, conhecida como “trafigata” , contava com mais de 30 pessoas – entre elas, um adolescente – que auxiliavam no esquema de tráfico de drogas, porte ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Ela sofreu um atentado a tiros, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, no fim da tarde de segunda-feira (31). Assista acima.

O grupo foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por comandar o tráfico de drogas na região de Curitiba e no litoral do Paraná. De acordo com a denúncia, Camila e o marido usavam “laranjas” para mascarar o patrimônio de veículos de luxo e propriedades, avaliados em cerca de R$ 4 milhões .

1 de 4 Traficante sofre atentado em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil Traficante sofre atentado em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil

A operação da Polícia Militar (PM) que prendeu Camila Marodim foi em novembro do ano passado. Na ação, uma pessoa morreu e 15 foram presas, contando com ela.

Esquema criminoso

O g1 teve acesso à denúncia, assinada pelo promotor Alfredo Andreazza Dal Lago, que indica que a estrutura e dinâmica de organização criminosa era liderada por Camila e o marido dela, Ricardo Marodim – morto durante a festa de aniversário de um dos filhos do casal, poucos dias antes da operação.

Na denúncia, o MP pediu que o Estado confisque ao menos R$ 4,1 milhões obtidos pelo esquema; 18 imóveis em diversos endereços da região de Curitiba ; além de seis veículos de luxo, como: Porsche Macan, Audi Q3, Audi A5 e Camaro .

A denúncia foi aceita em 8 de dezembro do ano passado pelo juiz Sergio Bernardinetti, e 29 pessoas são rés.

A investigação foi nomeada “ostentação”, pois Camila e Ricardo exibiam nas redes sociais elevado padrão de vida , publicando fotografias com armas de fogo, carros de luxo, motocicletas de alta cilindrada, jetsky, joias, viagens, procedimentos estéticos, festas em casas noturnas sofisticadas, divulgação de casas para aluguel e filmagens contando notas de dinheiro.

Segundo a denúncia, a organização criminosa foi estruturada, de forma estável e ininterrupta, ao menos a partir 1º de julho de 2020 até 12 de novembro de 2021 .

2 de 4 Armas e dinheiro foram apreendidos pela Polícia Militar na “Operação Ostentação” — Foto: Divulgação / PM Armas e dinheiro foram apreendidos pela Polícia Militar na “Operação Ostentação” — Foto: Divulgação / PM

No esquema, Ricardo Marodim era responsável pela logística dos crimes , tratando pessoalmente da compra e do fornecimento de drogas .

Camila gerenciava a parte financeira , comprando imóveis, veículos e joias para ocultar a origem ilícita dos valores recebidos do tráfico de drogas.

Após a morte de Ricardo, Camila imediatamente assumiu o comando da organização criminosa , de acordo com a denúncia.

Em um áudio interceptado com autorização judicial, dias depois de Ricardo ser morto, ela afirmou que estava organizando a administração dos pontos de venda de drogas e que iria fornecer colete à prova de balas e o que fosse necessário para retaliação dos autores do homicídio do marido .

Conforme as investigações, a mãe de Camila, Nery de Andrade, cedia o nome para registro de bens adquiridos pela organização criminosa , para ocultar a origem ilícita dos valores recebidos do tráfico de drogas.

No dia da operação da PM, Camila foi presa na Rodovia BR-277, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba .

Com ela, foi apreendida uma pistola e cápsulas de munição. Em outros endereços relacionados à ela, as equipes recolheram uma espingarda, mais cápsulas de munição e carregadores.

Camila responde pelo crime de liderança de organização criminosa armada com a participação de adolescente – agravado por ter sido cometido durante calamidade pública da Covid-19.

De acordo com o advogado Cláudio Dalledone, que defende a acusada, Camila cumpre prisão domiciliar desde o fim de 2021, após decisão judicial. Ela usa tornozeleira eletrônica.

“Eu já havia alertado, quando a Camila deixou a prisão, do perigo que ela corria na rua. Ela foi solta para cuidar dos filhos que são menores de idade. Ela está tentando reconstruir a vida após a perda traumática do marido”, disse o advogado dela, Cláudio Dalledone.

Além de Ricardo, outro acusado também faleceu no decorrer do processo, Calvin da Silva de Quadros, que morreu em confronto com a PM. Com isso, o Ministério Público extinguiu a punibilidade deles.

O atentado

Câmeras de segurança registraram o momento do atentado a tiros contra Camila Marodim.

Nas imagens, é possível ver que a acusada e um homem chegam de carro a uma casa. Ela desce e abre a porta traseira, enquanto o motorista dá uma volta por trás do veículo e começa a conversar com ela.

3 de 4 Câmera registra atentado a tiros contra acusada por tráfico de drogas em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil Câmera registra atentado a tiros contra acusada por tráfico de drogas em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil

Em segundos, os dois são surpreendidos com vários tiros, vindos de outro veículo, em direção a eles. Camila entra novamente no carro e deita no banco para tentar se proteger.

O homem se agacha em frente ao veículo, abre o portão e corre mancando para dentro da casa. Ao ver o portão aberto, Camila sai do carro e também corre para dentro da residência.

4 de 4 Camila Marodim cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, desde o fim de 2021 — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil Camila Marodim cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, desde o fim de 2021 — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil

O homem ficou ferido e foi levado ao Hospital do Trabalhador. Ela não se machucou.

Sobre o atentado, a Polícia Civil informou que continua investigando o caso e testemunhas estão sendo ouvidas. A principal suspeita é de que o crime tenha relação com o tráfico de drogas.

Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito do atentado tinha sido localizado.

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04/02/2022 20h39 Atualizado 05/02/2022

Câmera registra atentado a tiros contra acusada de tráfico de drogas

A organização criminosa liderada por Camila de Andrade Pires Marodim, conhecida como “trafigata” , contava com mais de 30 pessoas – entre elas, um adolescente – que auxiliavam no esquema de tráfico de drogas, porte ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Ela sofreu um atentado a tiros, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, no fim da tarde de segunda-feira (31). Assista acima.

O grupo foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por comandar o tráfico de drogas na região de Curitiba e no litoral do Paraná. De acordo com a denúncia, Camila e o marido usavam “laranjas” para mascarar o patrimônio de veículos de luxo e propriedades, avaliados em cerca de R$ 4 milhões .

1 de 4 Traficante sofre atentado em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil Traficante sofre atentado em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil

A operação da Polícia Militar (PM) que prendeu Camila Marodim foi em novembro do ano passado. Na ação, uma pessoa morreu e 15 foram presas, contando com ela.

Esquema criminoso

O g1 teve acesso à denúncia, assinada pelo promotor Alfredo Andreazza Dal Lago, que indica que a estrutura e dinâmica de organização criminosa era liderada por Camila e o marido dela, Ricardo Marodim – morto durante a festa de aniversário de um dos filhos do casal, poucos dias antes da operação.

Na denúncia, o MP pediu que o Estado confisque ao menos R$ 4,1 milhões obtidos pelo esquema; 18 imóveis em diversos endereços da região de Curitiba ; além de seis veículos de luxo, como: Porsche Macan, Audi Q3, Audi A5 e Camaro .

A denúncia foi aceita em 8 de dezembro do ano passado pelo juiz Sergio Bernardinetti, e 29 pessoas são rés.

A investigação foi nomeada “ostentação”, pois Camila e Ricardo exibiam nas redes sociais elevado padrão de vida , publicando fotografias com armas de fogo, carros de luxo, motocicletas de alta cilindrada, jetsky, joias, viagens, procedimentos estéticos, festas em casas noturnas sofisticadas, divulgação de casas para aluguel e filmagens contando notas de dinheiro.

Segundo a denúncia, a organização criminosa foi estruturada, de forma estável e ininterrupta, ao menos a partir 1º de julho de 2020 até 12 de novembro de 2021 .

2 de 4 Armas e dinheiro foram apreendidos pela Polícia Militar na “Operação Ostentação” — Foto: Divulgação / PM Armas e dinheiro foram apreendidos pela Polícia Militar na “Operação Ostentação” — Foto: Divulgação / PM

No esquema, Ricardo Marodim era responsável pela logística dos crimes , tratando pessoalmente da compra e do fornecimento de drogas .

Camila gerenciava a parte financeira , comprando imóveis, veículos e joias para ocultar a origem ilícita dos valores recebidos do tráfico de drogas.

Após a morte de Ricardo, Camila imediatamente assumiu o comando da organização criminosa , de acordo com a denúncia.

Em um áudio interceptado com autorização judicial, dias depois de Ricardo ser morto, ela afirmou que estava organizando a administração dos pontos de venda de drogas e que iria fornecer colete à prova de balas e o que fosse necessário para retaliação dos autores do homicídio do marido .

Conforme as investigações, a mãe de Camila, Nery de Andrade, cedia o nome para registro de bens adquiridos pela organização criminosa , para ocultar a origem ilícita dos valores recebidos do tráfico de drogas.

No dia da operação da PM, Camila foi presa na Rodovia BR-277, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba .

Com ela, foi apreendida uma pistola e cápsulas de munição. Em outros endereços relacionados à ela, as equipes recolheram uma espingarda, mais cápsulas de munição e carregadores.

Camila responde pelo crime de liderança de organização criminosa armada com a participação de adolescente – agravado por ter sido cometido durante calamidade pública da Covid-19.

De acordo com o advogado Cláudio Dalledone, que defende a acusada, Camila cumpre prisão domiciliar desde o fim de 2021, após decisão judicial. Ela usa tornozeleira eletrônica.

“Eu já havia alertado, quando a Camila deixou a prisão, do perigo que ela corria na rua. Ela foi solta para cuidar dos filhos que são menores de idade. Ela está tentando reconstruir a vida após a perda traumática do marido”, disse o advogado dela, Cláudio Dalledone.

Além de Ricardo, outro acusado também faleceu no decorrer do processo, Calvin da Silva de Quadros, que morreu em confronto com a PM. Com isso, o Ministério Público extinguiu a punibilidade deles.

O atentado

Câmeras de segurança registraram o momento do atentado a tiros contra Camila Marodim.

Nas imagens, é possível ver que a acusada e um homem chegam de carro a uma casa. Ela desce e abre a porta traseira, enquanto o motorista dá uma volta por trás do veículo e começa a conversar com ela.

3 de 4 Câmera registra atentado a tiros contra acusada por tráfico de drogas em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil Câmera registra atentado a tiros contra acusada por tráfico de drogas em Curitiba — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil

Em segundos, os dois são surpreendidos com vários tiros, vindos de outro veículo, em direção a eles. Camila entra novamente no carro e deita no banco para tentar se proteger.

O homem se agacha em frente ao veículo, abre o portão e corre mancando para dentro da casa. Ao ver o portão aberto, Camila sai do carro e também corre para dentro da residência.

4 de 4 Camila Marodim cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, desde o fim de 2021 — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil Camila Marodim cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, desde o fim de 2021 — Foto: Reprodução/Imagem cedida pela Policia Civil

O homem ficou ferido e foi levado ao Hospital do Trabalhador. Ela não se machucou.

Sobre o atentado, a Polícia Civil informou que continua investigando o caso e testemunhas estão sendo ouvidas. A principal suspeita é de que o crime tenha relação com o tráfico de drogas.

Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito do atentado tinha sido localizado.

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